LENDA OU FATO? PARTE II, O RETORNO
Continuando o nosso texto de ontem sobre os anfitriões não vencerem dentro dos seus domínios, seja seu país ou seu próprio estádio, hoje falaremos das três maiores competições do mundo futebolístico: Copa América, EURO e Copa do Mundo.
Começando pela Copa América, essa competição tem o seu primeiro torneio no ano de 1916 onde todas as seleções sul-americanas se enfrentaram (e enfrentam-se), em rivalidades "calientes", climas de guerra absoluta, nos mais hostis ambientes e estádios pela América do Sul afora. Desde a lendária Bombonera, até o imponente Monumental de Nuñez, a casa do futebol, o Maracanã, ou o Olímpico em Montevideo, são casas enormes, poderosas, onde grandes batalhas dessa eterna guerra entre Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia e todos os outros países da América do Sul travaram ao longo da história. Houveram alturas que México, Honduras, EUA fizeram parte da Copa América, bem como Japão e Catar como convidados (Não pergunte como ou porquê).
Em termos de competição, ao longo de 47 edições de Copa América, por vinte e seis vezes o anfitrião jogou a decisão, e aqui veremos uma enorme disparidade entre vencedores e vencidos com uma goleada de 22x4 a favor dos donos da casa. Apenas por quatro vezes (1916, 1955, 1997 e 2021) o mandante da competição acabou derrotado. Resumindo, pelo menos na América do Sul, o anfitrião é soberano perante os adversários, o que faz a afirmação "O anfitrião não ganha em casa" ser FALSA!
Em termos de EURO, e por razões óbvias (1ª e 2ª Guerras Mundiais), apenas em 1960 foi disputada a competição pela primeira vez, com uma final épica entre União Soviética (URSS) x Iugoslávia (Saudades) onde os soviéticos ganharam por 2x1 após prorrogação. Ao todo foram jogadas 16 finais Europeias e apenas por cinco vezes houve anfitrião jogando a final dentro de casa.
A primeira vez aconteceu em 1964 onde a Espanha venceu a União Soviética dentro do Santiago Bernabéu. E logo na edição seguinte, em 1968, os Azzuri venceram após prolongamento a seleção da Iugoslávia (Saudades), no Estádio Olímpico de Roma. As outras 3 edições onde o anfitrião jogou a final foram em 1984 (França 2x0 Espanha, no Parc des Princes), e essas duas os meus amigos portugueses primeiro me xingam, e depois me idolatram: em 2004, a poderosa seleção portuguesa de Figo, Rui Costa, um jovem CR(17 na época) e do brasuca Felipão como treinador, perdeu em casa, no Estádio da Luz frente a surpreendente Grécia por 1x0. E...em 2016 aquele famoso gol de Éder, no Parc des Princes, contra a favoritíssima França, deram aos lusos o primeiro troféu Europeu de Portugal.
O placar final dentro do EURO ficou 3x2 a favor dos donos da casa, reforçando a ideia de que a nossa afirmação é cada vez mais uma LENDA!
Amanhã trarei um conteúdo bastante especial sobre Copa do Mundo, mostrando as finais onde houve anfitriões envolvidos, além de trazer algumas curiosidades sobre Copas e quem sabe sobre essas finais.
#AprecieSemModeração
Luiz Facchinnetti.
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